domingo, 12 de fevereiro de 2012

Segundo dia


No dia 18 de janeiro, pegamos pela primeira vez o ônibus turístico de Havana (Habana Bus Tour). O seu funcionamento é simples: você paga 5 CUC por um bilhete, e durante esse dia você pode subir e descer quantas vezes quiser (não se esqueça de pedir o bilhete para a "cobradora" antes de descer!). Os locais de parada são os que têm uma placa indicativa (foto abaixo); mas caso você esteja na rua, não se acanhe em pedir parada, pois se for possível ele para! O ônibus fica girando até as 18h (se não me engano), e sua rota compreende havana velha, vedado, playa, passa por um bairro onde tem os um monte de hotéis que não sei o nome. Vá com um mapa, prestando atenção onde ele passa.
Parada.

    
Ônibus (há a parte aberta e a coberta).
Dele pode-se ir a todos os pontos turísticos em Havana que eu conheço. Nesse dia desci inicialmente na Praça da Revolução, onde há o ministério da indústria (tem a foto de Che), ministério das comunicações (tem a foto de Camilo) e o memorial José Martí (tem o elevador panorâmico). Pelo que eu me lembro se paga 3 CUC para entrar no memorial, mais alguns CUCs (talvez dois) para subir no elevador. A praça em si é enorme, e antigamente Fidel fazia seus discursos ali. Imagino que ainda seja usada para grandes comemorações, e talvez alguns discursos. 
Memorial José Martí.

Ministério da Indústria.

Ministério das Comunicações.
Visão do mirador.
Discurso de Fidel (repare a quantidade de gente).
Quando cheguei, e ao sair da praça, vi vários grupos de crianças fazendo excursão (a foto do blog foi tirada na Praça da Revolução). É impressionante como sempre há crianças nesses lugares históricos, conhecendo o que se passou no seu país, quem foram as pessoas responsáveis pelas mudanças, etc. Nunca visitei o sítio histórico da minha cidade pelo meu colégio. De fato há uma clara diferença entre o ensino aqui e lá: Aqui, desde a sétima série do ensino fundamental o ensino está focado no vestibular (como a história de Pernambuco pouco é questionada nesse prova, não vemos quase nada), enquanto em Cuba o interesse é mesmo a valorização da cultura (até porque todos, se quiserem, vão entrar na faculdade de qualquer forma).
Crianças na chegada.

Crianças na chegada.

Jovens na saída.
Depois peguei o ônibus novamente e desci na parada do Hotel Habana Libre Tryp. Daí dá para visitar a universidade, a sorveteria popular Coppelia, e pegar uma avenida conhecida como "La Rampa", porque é uma descida que acaba na Malecón, ao lado do Hotel Nacional. Ao longo dessa avenida há vários locais para comer e comprar coisas, com a vantagem de não ser uma área turística (consequentemente quase não ficam lhe pedindo coisas, lhe abordando na rua dizendo que gostam do Brasil e ao fim tentar vender algo, etc). Ao fim da rampa, no lado direito, há um pátio com uma lanchonete com pizza relativamente barata. Terminei não indo ao Hotel Nacional por preguiça, mas dizem que é bonito. Preferi ficar um pouco na Malecón, e à noite fui visitar a casa de um casal de amigos cubanos.
La Rampa.

La Rampa.

Malecón.

Malecón.


Além dos locais que eu fui nesse dia, outros lugares importantes que o ônibus passa são o Museu da Revolução, Museu Granma, Capitólio, perto do Castillo de la Real Fuerza e faz a volta na Igreja de São Francisco de Paula. Mas como todos são em Havana Velha, de onde estava dava para ir andando. Se for interessante para você, há parada também no Aquário Nacional e nos principais hotéis. Para finalizar, colocarei aqui algumas coisas sobre Martí que estava no Memorial (percebi que ele é mais lembrado em Cuba do que o próprio Che ou Fidel):
Os grandes direitos não se compram com lágrimas, e sim com sangue.
Os direitos se tomam, não se pedem; Se arrancam, não se mendigam.
José Martí.

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