Meu avião pousou
em Cuba de madrugada. Assim que cheguei troquei alguns dólares por
CUC e comprei um mapa de Havana no próprio aeroporto, se não me
engano por 6 CUC. Uma dificuldade é você conseguir fazer ligações
de madrugada no aeroporto em telefone público, porque antes disso é
preciso comprar um cartão de ligações. Somente em outra ocasião
minha namorada conseguiu achar onde comprar esse cartão de madrugada
no aeroporto; eu não sei onde foi. A sorte é que meu celular estava
desbloqueado para fazer ligações em Cuba, e por isso consegui ligar
para Nelson e avisar que tinha chegado (com um péssimo espanhol –
na volta para casa ainda estava ruim, mas já conseguia me comunicar
com certa facilidade). Cheguei na casa dele as 3h da manhã e durmi
até as 10h.
Nesse
primeiro dia o objetivo era conhecer alguns pontos principais de
Havana Velha, mas não saímos com uma rota rígida. Depois, e a
partir daí, descobrimos que quando se está hospedado nesse bairro
não é preciso pegar nenhum transporte. Havana Velha é pequena, e
dá para conhecer toda essa parte andando, com tranquilidade. Aí o
ponto positivo de se hospedar nesse bairro.
Uma
coisa a se explorar da proximidade dos locais, é não comprar nada
na pressa. Geralmente se acha a mesma coisa com um preço bem barato
depois (eu vou dar as dicas de compras na medida que for postando). Eu não fiz isso, mas aconselho quem for ficar em Havana
Velha por um bom número de dias (fiquei 7 dias e daria pra fazer
isso tranquilamente) anote onde tem certa coisa e a que preço, e só
depois de um tempo decida o que é mais barato e melhor, e vá
comprar.
A casa
de Nelson fica quase de esquina para uma avenida, onde está a
Alameda de Paula, que beira a Bahia de La Habana. Nesse local, quase
que diariamente, de manhã havia meninos fazendo atividade de
educação física. Essa Alameda é datada da época dos espanhóis.
Ao fim (indo para o sul, mas não fomos por aí nesse dia), se
localiza a antiga Igreja de São Francisco de Paula. Por detrás
dessa igreja está o Mercado São José, onde se pode comprar
artesanato, fotos, quadros, bugigangas, etc.
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| Alameda de Paula |
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| Alameda de Paula |
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| Igreja de São Francisco de Paula |
Fomos
para o norte, e logo vimos o Museu do Rum, bem próximo a nossa casa.
Achamos caro a explicação do processo de fabricação (incluindo a
degustação no final) e fomos somente para a loja. Compramos algumas
coisas; como eu disse, achei mais tarde algumas bebidas mais baratas
em mercadinhos espalhados por aí. Continuando andando, saímos da
avenida e entramos nas ruazinhas em direção à Praça Velha. No
caminho conhecemos nossa primeira praça cubana. Lá as praças são
muito tranquilhas, bonitas e limpas. É um bom lugar para se sentar,
descansar e observar o ambiente. No local estavam algumas meninas com
farda da escola. Saí e fui para a Praça Velha.
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| Museu do Rum |
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| Museu do Rum |
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| Praça à caminho da Praça Velha |
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| Praça à caminho da Praça Velha |
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| Praça à caminho da Praça Velha |
A Praça Velha é bem interessante. É ampla, passou por reforma a pouco
tempo (e portanto está em ótimo estado), e como principais pontos
tem uma cervejaria, uma cafeteria e o planetário. O serviço da
cervejaria é péssimo, mas principalmente à noite a cervejaria e a
cafeteria são bons locais para uma conversa. Não fui ao planetário.
Regularmente há na praça atividades para as crianças, e a noite e
no final de semana há várias crianças brincando (como a praça é
ampla, há bastante espaço para elas correrem). Em dias posteriores
havia uma palhaça fazendo brincadeiras, e no outro creio que havia
um ensaio do que seria a comemoração do natalício de José Martí.
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| Provável ensaio para o natalício de Martí (cervejaria por trás) |
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| Crianças brincando com a palhaça |
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| Praça Velha |
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| Praça Velha (cafeteria) |
Saindo
daí, passei pela Bodeguita (não há nada demais para ver, somente é
um bar conhecido) e fui para Praça da Catedral, onde está a
Catedral de La Habana. É uma praça que mantém a arquitetura
antiga, tem alguns restaurantes e essa catedral. Pra quem
gosta de ver construções antigas ou é religioso, é interessante
entrar na catedral. Como não gosto nem sou, rumei direto para o
Castillo de la Real Fuerza, que fica beirando a Bahia de Habana,
sendo que bem ao norte de onde estava hospedado. A muralha foi
construída em 1561 a mando de Felipe II. É uma réplica reduzida de
outra grande fortaleza espanhola. Na época, Cuba era pouco habitada,
e por isso alvo de piratas. O Castillo foi construído visando a
defesa de Cuba desse comerciantes/assaltantes.
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| Bodeguita |
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| Praça de Catedral |
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| Praça de Catedral |
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| Catedral de La Habana |
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| Visão da Bahia |
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| Visão da Bahia |
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| Castillo de la Real Fuerza |
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| Castillo de la Real Fuerza |
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| Castillo de la Real Fuerza |
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Voltei
para minha casa. À noite saí bem rápido para conhecer um pouco das
ruas de Havana Velha nessa hora (pois estava cansado e como legítimo
cidadão pernambucano meu instinto me dizia para não sair de noite
em ruas escuras). Durante a noite passei por algumas organizações
sociais, e apreciei um pouco a tranquilidade daquela primeira praça
que tinha passado durante o dia. A noite é ainda mais relaxante.
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| Praça à noite |
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| Praça à noite |
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| Praça à noite |
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| Comitê de Defesa da Revolução |
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| União nacional dos historiadores de Cuba |
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| Assembleia municipal do poder popular |
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