terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Primeiro dia



      Meu avião pousou em Cuba de madrugada. Assim que cheguei troquei alguns dólares por CUC e comprei um mapa de Havana no próprio aeroporto, se não me engano por 6 CUC. Uma dificuldade é você conseguir fazer ligações de madrugada no aeroporto em telefone público, porque antes disso é preciso comprar um cartão de ligações. Somente em outra ocasião minha namorada conseguiu achar onde comprar esse cartão de madrugada no aeroporto; eu não sei onde foi. A sorte é que meu celular estava desbloqueado para fazer ligações em Cuba, e por isso consegui ligar para Nelson e avisar que tinha chegado (com um péssimo espanhol – na volta para casa ainda estava ruim, mas já conseguia me comunicar com certa facilidade). Cheguei na casa dele as 3h da manhã e durmi até as 10h.
      Nesse primeiro dia o objetivo era conhecer alguns pontos principais de Havana Velha, mas não saímos com uma rota rígida. Depois, e a partir daí, descobrimos que quando se está hospedado nesse bairro não é preciso pegar nenhum transporte. Havana Velha é pequena, e dá para conhecer toda essa parte andando, com tranquilidade. Aí o ponto positivo de se hospedar nesse bairro.
        Uma coisa a se explorar da proximidade dos locais, é não comprar nada na pressa. Geralmente se acha a mesma coisa com um preço bem barato depois (eu vou dar as dicas de compras na medida que for postando). Eu não fiz isso, mas aconselho quem for ficar em Havana Velha por um bom número de dias (fiquei 7 dias e daria pra fazer isso tranquilamente) anote onde tem certa coisa e a que preço, e só depois de um tempo decida o que é mais barato e melhor, e vá comprar.
      A casa de Nelson fica quase de esquina para uma avenida, onde está a Alameda de Paula, que beira a Bahia de La Habana. Nesse local, quase que diariamente, de manhã havia meninos fazendo atividade de educação física. Essa Alameda é datada da época dos espanhóis. Ao fim (indo para o sul, mas não fomos por aí nesse dia), se localiza a antiga Igreja de São Francisco de Paula. Por detrás dessa igreja está o Mercado São José, onde se pode comprar artesanato, fotos, quadros, bugigangas, etc.
Alameda de Paula

Alameda de Paula

Igreja de São Francisco de Paula

        Fomos para o norte, e logo vimos o Museu do Rum, bem próximo a nossa casa. Achamos caro a explicação do processo de fabricação (incluindo a degustação no final) e fomos somente para a loja. Compramos algumas coisas; como eu disse, achei mais tarde algumas bebidas mais baratas em mercadinhos espalhados por aí. Continuando andando, saímos da avenida e entramos nas ruazinhas em direção à Praça Velha. No caminho conhecemos nossa primeira praça cubana. Lá as praças são muito tranquilhas, bonitas e limpas. É um bom lugar para se sentar, descansar e observar o ambiente. No local estavam algumas meninas com farda da escola. Saí e fui para a Praça Velha.
Museu do Rum

Museu do Rum

Praça à caminho da Praça Velha

Praça à caminho da Praça Velha

Praça à caminho da Praça Velha

        A Praça Velha é bem interessante. É ampla, passou por reforma a pouco tempo (e portanto está em ótimo estado), e como principais pontos tem uma cervejaria, uma cafeteria e o planetário. O serviço da cervejaria é péssimo, mas principalmente à noite a cervejaria e a cafeteria são bons locais para uma conversa. Não fui ao planetário. Regularmente há na praça atividades para as crianças, e a noite e no final de semana há várias crianças brincando (como a praça é ampla, há bastante espaço para elas correrem). Em dias posteriores havia uma palhaça fazendo brincadeiras, e no outro creio que havia um ensaio do que seria a comemoração do natalício de José Martí.
Provável ensaio para o natalício de Martí (cervejaria por trás)

Crianças brincando com a palhaça

Praça Velha

Praça Velha (cafeteria)

         Saindo daí, passei pela Bodeguita (não há nada demais para ver, somente é um bar conhecido) e fui para Praça da Catedral, onde está a Catedral de La Habana. É uma praça que mantém a arquitetura antiga, tem alguns restaurantes e essa catedral. Pra quem gosta de ver construções antigas ou é religioso, é interessante entrar na catedral. Como não gosto nem sou, rumei direto para o Castillo de la Real Fuerza, que fica beirando a Bahia de Habana, sendo que bem ao norte de onde estava hospedado. A muralha foi construída em 1561 a mando de Felipe II. É uma réplica reduzida de outra grande fortaleza espanhola. Na época, Cuba era pouco habitada, e por isso alvo de piratas. O Castillo foi construído visando a defesa de Cuba desse comerciantes/assaltantes.
Bodeguita

Praça de Catedral

Praça de Catedral

Catedral de La Habana

Visão da Bahia

Visão da Bahia

Castillo de la Real Fuerza


Castillo de la Real Fuerza

Castillo de la Real Fuerza
         Voltei para minha casa. À noite saí bem rápido para conhecer um pouco das ruas de Havana Velha nessa hora (pois estava cansado e como legítimo cidadão pernambucano meu instinto me dizia para não sair de noite em ruas escuras). Durante a noite passei por algumas organizações sociais, e apreciei um pouco a tranquilidade daquela primeira praça que tinha passado durante o dia. A noite é ainda mais relaxante.
Praça à noite

Praça à noite

Praça à noite

Comitê de Defesa da Revolução

União nacional dos historiadores de Cuba

Assembleia municipal do poder popular

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